01 - Arvore do Reggae02 - Eu
03 - Rastafari
04 - O Inimigo
05 - Soul Rebel
06 - Aonde Você Vai Chegar Assim (Coisa Feia)
07 - Ponto de Equilibrio
08 - Jah Jah Me Leve
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01 - Arvore do Reggae
Bob Marley & The Wailers - july 21, 1978. Greek Theater, Berkley, California, USA
Por Gabriel Rocha Gaspar
Chegou três horas antes do início de um show do já internacionalmente reconhecido Bob Marley e sua lendária banda The Wailers, na Universidade de Los Angeles, em 25 de novembro de 1979. A paixão do jornalista californiano Roger Steffens pela música dos rastas da Jamaica data de 1973, quando adquiriu uma cópia de segunda mão do disco "Catch a Fire", de um tal Bob Marley. Sentado numa das primeiras cadeiras do auditório Pauley Pavillion com sua esposa, Roger reparou num figurão com dreadlocks sentado logo à sua frente. Teve certeza de que aquele cara estava com a banda, se não fosse um dos integrantes. Timidamente se apresentou e disse que gostaria de saber se a banda tocaria a música "Waiting In Vain", na qual havia um solo do guitarrista Junior Marvin que ele achava fascinante. O rasta perguntou com seu patois jamaicano carregado, “você quer conhecer Bob Marley?”, ao que Steffens respondeu gaguejando, “claro!”. Seguindo por um corredor, o jamaicano falou com uma gargalhada: “eu sou Junior Marvin!”.
Este primeiro contato com Bob Marley mudou a vida do então editor da revista "Rolling Stone" e fã incondicional de Rock and Roll. Roger Steffens acompanhou toda a turnê da banda pelos Estados Unidos em 1979, coletando informações, fotografias e entrevistas. Combinou inclusive de encontrar Bob Marley na Jamaica para escrever um livro. Apenas
Marley sabia que aquele encontro jamais se concretizaria: estava sendo lentamente corroído pelo câncer que o mataria em maio de 1981.
Após a morte de Bob Marley, Roger Steffens passou a colecionar todo e qualquer artigo que se relacionasse à Jamaica e à Reggae Music, formando o maior acervo existente sobre o assunto. Os mais de 200.000 itens serão organizados em um museu na Jamaica pelo bilionário Michael Lee-Chin, presidente da companhia financeira canadense AIC Ltd, para quem foram vendidos. Certamente soa estranho que alguém tão apaixonado como Steffens resolva, da noite para o dia, vender todo seu acervo desta maneira.
Por água abaixo
O fato é que, em outubro de 1990, Roger se engajou em um projeto ambicioso: escrever a maior biografia já feita do único sobrevivente da banda original de Bob Marley, Bunny Wailer. Junto com outro jornalista, Leroy Pierson, Roger coletou mais de 64 horas de entrevistas de Bunny contando sua história e, conseqüentemente, a história do ritmo que saiu de uma ilhota caribenha para dominar o mundo. Tendo completado três capítulos, com quase 1.800 páginas escritas, Roger foi obrigado a abandonar o projeto. Não queria escrever o livro inteiro antes que Bunny revisasse aquilo que já estava escrito.
Bunny recebeu o texto no Colorado em setembro de 1998 e, segundo Steffens, nunca leu. Nas tentativas de compreender o porquê de tamanha negligência, o jornalista ficou três anos e meio sem obter uma resposta satisfatória. Até que, em um show de Bunny – no qual, diga-se de passagem, Bunny não apareceu –, o baterista Carl Ayton da banda Solomonic Reggaestra, o chamou de canto e disse: “Roger... Bunny nunca vai deixar você terminar este livro. Para conseguir os direitos autorais sobre a caixa 'Songs of Freedom', ele teve que prometer a Rita Marley (viúva de Bob) que o livro não seria publicado”.
Curiosamente, Rita Marley recentemente lançou sua própria versão da história num livro chamado "No Woman, No Cry – My Life With Bob Marley" (“Não chore, mulher – Minha vida com Bob Marley”). É sabido que a condução que Rita deu ao imenso espólio de seu marido não foi das mais honestas. Irritado com a falta de iniciativa de Bunny em relação a esta questão e com o lobby da senhora Marley, Roger abandonou o projeto que lhe consumiu 10 anos de vida, sem nenhum dinheiro, sem contrato e uma enorme frustração.
01 Heathen/Be Wise
??/??/67 - Livingroom Rehearsal
1. Easy Skanking (Take 01)**
Bunny Wailer - Sings The Wailers
Puta disco foda, essa parceria BRB & Music Brokers vai longe... CD duplo com uns remixes cabulosos. Bob Marley Remixed and Unmixed: Em parceria com a Gravadora Music Brokers, a BRB traz nesse CD lançamentos inusitados de alta qualidade. Disco duplo em Digipack de luxo. O primeiro CD é de remixes e conta com nomes como Cypress Hill, Love & Rockets, David Harrow entre outros. O segundo CD tem clássicos de Bob e os Wailers como Rainbow Cowntry, Kaya, Soul Rebel e Natural Mystic.
Disc: 1
1- One step forward![]() |
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1975 - Natty Dread Tour
1.: Cobra Style Dub
Por Gabriel Rocha GasparComo é continuar a passar a mensagem de Jah Rastafari-I depois de tantos anos da morte de Bob Marley?
A mensagem permanece, como sempre esteve, na música. Independente da alta tecnologia dos computadores e samplers. Nós trazemos a verdadeira orquestra do reggae, o nome de Jah Rastafari-I. Veja, o álbum "Exodus" foi eleito o álbum do século pela revista Time; é eterno, assim como a m
úsica e sua mensagem.
E você ainda não recebeu o reconhecimento que lhe é devido...
A família Marley me deve dinheiro. Nos últimos 23 anos, 4 meses e 11 dias, eles me devem dinheiro de direitos autorais, propaganda e shows. Rita Marley é um craven choke puppy (risos) ("Craven Choke Puppy" é uma música gravada por Bob Marley & The Wailers, em 1971, que fala sobre um cachorrinho fútil e ganancioso que acaba perdendo o osso, por estar sempre correndo atrás de algo maior) que não quer compartilhar as coisas como elas devem ser compartilhadas. Veja: eu não quero deixá-la sem nada. Um terço é o direito dela. Um terço era o direito do Bob em cima da música, e ele sabia e concordava com isso. Um terço para ele (que agora é dela por direito), um terço para mim, um terço para meu irmão, Carlton. Mas ela não quer
dividir, quer ficar com tudo.
E com isso, lançamentos de faixas inéditas ficam cada vez mais esparsos...
Ela guarda milhares de gravações que nós fizemos com Bob nos estúdios da Tuff Gong, (selo montado por Bob Marley no final da década de 60, para prensar seus próprios álbuns ‘sem ter que se moldar aos grandes estúdios’, como Bob costumava dizer) lançando uma ou outra de vez em quando. Existem milhares com ela e algumas com a JAD Records (gravadora dos produtores Danny Sims e Arthur Jenkins, com o cantor norte-americano Johnny Nash, para a qual Bob gravou algumas faixas em 1970/71) que lança material inédito com uma freqüência bem maior do que a Tuff Gong Records.
A JAD lhe paga os direitos corretamente?
Sim, a cada la
nçamento da JAD, recebo minha participação nas vendas. Mas passa longe do que é meu por direito.
Você imaginava que teria essa briga, após a morte de Bob?
Eu sabia que quando Bob morresse, essa situação se configuraria. Pois a tentação do diabo é forte. Satã testou Jesus no deserto e Jesus resistiu; Rita Marley não. Foi fraca e se deixou corromper pelo dinheiro e pela Babilônia, como eu sabia que aconteceria.
Mas e com o resto da família Marley? Os Wailers chegaram a gravar com Julian Marley (filho de Bob), não?
Nós chegamos a gravar e produzir com ele. Fizemos um mega-contrato com a Virgin Records, no valor de US$ 1 milhão. Mas Rita Marley também não aceitou. Família Marley tem que gravar com família Marley, o dinheiro tem que ser todo para a família Marley. A música foi para o segundo plano e ele virou artista da Ghetto Youths (selo formado pelos herdeiros Stevie, Damian e Julian, vinculado à Bob Marley Music Inc., administrada por Rita). Rita Marley quer toda a figura pra ela, mas de Marley ela só tem o nome... Quer se aproveitar da situação
e virar uma “mini-Mandela” (risos).
Como você conheceu Bob Marley, nos tempos de Upsetters?
No começo, a música nos uniu a Bob Marley. Tínhamos os Hippy Boys, depois os Upsetters (ambas bandas de estúdio do produtor Lee ‘Scratch’ Perry) e, por fim, os Wailers, com o aparecimento de Peter (Tosh), Bunny (Wailer) e Bob. E tudo aquilo era minha música. Minha música. Eu sou o arquiteto da reggae music. E por isso, Bob me procurou. Para ter a minha música ao seu lado. Rita quer tudo para ela. Não se pode tirar de um homem o trabalho de toda sua vida. Ela virou as costas para tudo o que nós passamos para o mundo. Nós, o povo de Jah, podemos fazer funcionar. Ela ignora essas palavras. É como Jah diz: “minhas sementes não devem sentar nas calçadas e implorar pelo pão.” Rita não prestou atenção a isso. Hoje, não consigo dar às minhas filhas uma educação de qualidade, simplesmente porque não tenho dinheiro; não tenho dinheiro nenhum. Ela roubou o meu dinheiro, a minha vida e a dignidade da minha família. Ela se curvou ao demônio.
Como ficaram Peter Tosh e Bunny Wailer (membros fundadores da banda, que partiram para suas carreiras-solo em 73) nessa história?
Peter e Bunny não fizeram parte di
sso tudo. Mas até eles ganharam em cima. Bunny ainda recebe pela gravações dos tempos dos Wailers. Mas nós cantamos canções de redenção, é tudo o que sempre tivemos. E fui eu quem inventei isso. Familyman. Familyman é o nome.
E as outras I-Threes (trio vocal que acompanhava os Wailers, do qual Rita fazia parte), Judy Mowatt e Marcia Griffiths? Não buscam sua fatia no bolo também?
Judy e Marcia? Não têm participação em nada. Imagina. Queriam nos anunciar como Bob Marley, The Wailers e The I-Threes. Nem o Bob topou um negócio desses. A Marcia nunca sequer compôs uma música. Judy Mowatt esqueceu de Jah Rastafari-I agora e canta gospel; nunca foi pivô da nossa revolução. (Em 2002, Mowatt anunciou sua conversão ao Cristianismo, pois sentia-se “espiritualmente desconfortável” na fé Rastafari).
Há alguma coisa que gostaria de dizer para o povo brasileiro?
Diga a todos no Brasil para virem ver o que é a verdadeira música roots, rock, reggae de Jah Rastafari-I. Show dos Wailers. A música de Familyman. Thanks. One Love.
Intro:
e|---------------------------------------
B|---------------------------------------
G|-----10-12-10-------------7------------
D|--12----------12-10--8-10---8-10-8-5---
A|---------------------------------------
E|---------------------------------------
Gm Gm
I shot the sheriff,
Cm Cm Gm Gm Gm Gm
but I did not shoot the deputy.
Gm Gm
I shot the sheriff,
Cm Cm Gm Gm Gm Gm
but I did not shoot the deputy.
Eb Dm Gm Gm
All around in my old town
Eb Dm Gm Gm
they're trying to track me down.
Eb Dm Gm Gm
They say they want to bring me in guilty
Eb Dm Gm Gm
for the killing of a deputy,
Eb Dm7 Gm Gm
for the life of a deputy.
Gm Gm Gm Gm
But I say:
I shot the sheriff,
but I swear it was in selfdefence.
I shot the sheriff,
but I swear it was in selfdefence.
Sheriff John Brown always hated me
for what I don't know.
Every time I plant a seed
he said "Kill it before it grow,"
he said "Kill them before they grow."
And so , and so , beat in the news:
I shot the sheriff,
but I swear it was in selfdefence.
I shot the sheriff,
but I swear it was in selfdefence.
Freedom came my way one day
and I started out of town.
All of a sudden I saw sheriff John Brown,
aiming to shoot me down.
So I shot, I shot , I shot him down.
And I say:
If I am gulty I will pay
I shot the sheriff,
but I did not shoot the deputy.
I shot the sheriff,
but I did not shoot the deputy.
Reflexes got the better of me
and what is to be must be.
Every day the bucket I go I well,
one day the bottom will drop out,
one day the bottom will drop out.
But I say:
1. Rastafari Is
Á parte do estereótipo atual dos anos 2000, o público da música não viu nem ouviu muito de Andrew, o filho mais velho da legenda do reggae, Peter Tosh. Andrew Tosh, uma cópia escrita de Peter ( a semelhança física de ambos é incrível), foi premeditado para continuar a tradição musical da família desde o desempenho poderoso no funeral do seu pai em 1987, onde teve o seu reconhecimento. É uma dádiva que é carregada orgulhosamente e continua exercendo merecidamente.
rde, Andrew Tosh recebeu a tutela dos músicos e colegas de palco de Peter, principalmente do tecladista Keith Sterling (idealizador da banda World Sound and Power), para dar continuidade ao trabalho do pai com eles. Andrew gravou seu primeiro álbum “Original Man” de covers de Peter Tosh em 1988. O mesmo foi relançado e remixado com várias versões adicionais em 1994, pela Heartbeat Records. O álbum “Make Place for the Youth” de 1989, o primeiro de composições próprias, foi reconhecido sendo indicado ao Grammy Awards. Andrew também seguiu os passos do pai excursionando com a banda World Sound and Power até o início dos anos 90. Além disso, suas turnês naquela época, tiveram por diversas vezes a participação de seu tio, Bunny Wailer (ex- The Wailers).
01 Soul Shake Down Party 03:09
Autoridades jamaicanas divulgaram no sábado, 05, que várias gravações originais da década de 1970 desapareceram dos arquivos da antiga rádio e TV Jamaica Broadcasting Corporation.
01. Greetings
Disc 1: The Unreleased Original Jamaican Versions
1-The Beauty Of God's Plan
DISC 1:
1976 - Rastaman Vibration Tour
01 - who the cap fit
"Tive experiências com as muitas facetas de Bob: o sectário membro dos dogmáticos e intolerantes Doze Tribos de Israel (uma igreja rastafari), que deram a Bob um profundo senso de comunidade espiritual; a sua "alma rebelde" de "rude boy", que gostava de ficar entre os "irmãos", o que incluía homens tão diferentes como Skill Cole, Gille Dread, Rennie, Tek Life, Mikey Dan e Neville Garrick; o pan-africanista e nacionalista negro, que podia ficar horas conversando e argumentando com homens como Joe Steblecki, o então rodesiano que depois inspirou Bob a ir ao memorável Concerto da Independência no Zimbabwe; o sensível e carinhoso conqu
istador, que amou todas as suas mulheres de um jeito polígamo quase africano, e que não era nada do implacável mulherengo retratado por muitos. O Bob que podia amar mulheres tão diferentes como Cindy Breakspeare, Esther Anderson e Rita Marley; o revolucionário, que era atraído pela revolução cubana, mesmo depois de os marxistas cubanos terem inegavelmente ajudado a depor e assassinar o deus/homem que ele chamava de Pai, Haile Selassie I; o intensamente religioso Bob, que ficava `a vontade tanto com os [cristãos] coptas quanto com os "Doze Tribos", mas que tendia a deixar todas aquelas questões teológicas para aqueles que ele erroneamente achava mais articulados do que ele mesmo. "[...]