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Saturday, April 4, 2009
Depoimento de Eric Clapton
Eric Clapton conseguiu, pela primeira vez em sua vida chegar ao primeiro lugar nas paradas americanas em 1974 com uma música de Marley,” I Shot the Sheriff”. George Terry, o guitarrista que mostrou a Clapton pela primeira vez um álbum de Bob Marley, Burnin’ tinha o álbum que tinha “I Shot the Sheriff”, e aquela foi minha introdução a Bob Marley. Para ser franco, levei algum tempo para captar o espírito da música. Quebrar toda minha inflexibilidade musical inerente para se deixar levar por essa coisa fluida e solta foi muito difícil. Nós não entediamos muito sobre os acontecimentos políticos na Jamaica, mas os detalhes nas letras de Bob fizeram com que a situação tensa por lá tomasse vida … Ficamos enfeitiçados pela música mesmo após um dia inteiro de trabalho com a faixa quando Eric virou pra mim e disse: Vamos encaixá-la!”Entrei no camarim e não conseguia ver nada do outro lado daquela cortina de fumaça. sentei e conversei com Bob, era simplesmente um cara legal. Muito cativante. Um homem maravilhoso. Era muito sério em relação ao que estava fazendo, mas também muito gentil.”
” Se tivesse que descrever Marley em poucas palavras, eu diria que ele foi um grande letrista, um gênio musical e um grande líder dos homens.”
Saturday, October 25, 2008
Depoimento de Luciano
Depoimento de LucianoVejo o irmão Bob Marley como um ícone para toda a fraternidade musical, como um modelo a ser seguido, como um irmão, um professor, um confortador para "I & I" [nesse caso, para mim-nota do tradutor], porque nestes tempos duros porque ele diz "I & I não se preocupe pois tudo vai dar pé" [Luciano está citando a letra de "Three Little Birds"]. Por isso fico contente por sua realeza, porque se o irmão Bob nunca tivesse tentado carregar a bandeira e mantido ela a tremular "I & I" não poderia estar aqui hoje cantando. Por isso agradeço. Ele será sempre o homem do século, porque rastafari vive e reina para sempre e sempre no coração de toda carne. E para aqueles que acreditam e têm fé, Jah se manifestará. Que Jah os abençoe!
Luciano, uma das luzes mais brilhantes do reggae consciente, percorre o mundo cantando e orando a Rastafari.
MASSIVE REGGAE
Friday, September 12, 2008
Depoimento de Junior Marvin
Depoimento de Junior Marvin
"A revista Time escolheu Exodus como o álbum do século. Eu me sinto muito honrado de ter feito parte daquele álbum. E eu lutei por aquele álbum. Você se lembra, eles mixaram o álbum e "I & I" não gostei da mixagem e todos disseram: "Livre-se dele". E Chris Blackwell me apoiou e Bob me apoiu e nós remixamos o álbum gastando 60.000 libras, o que seria quase 100.
000 dólares. E Bob aproveitou essa chance e o disco se tornou um sucesso na hora, ficado nas paradas inglesas por mais de dois anos. Então me orgulho muito de a) ter falado a verdade sobre o que sentia e b) por isso ter compensado, graças a Deus.
Não há dúvida sobre o fato de que Bob Marley é o artista do século 20. Não há nenhuma dúvida quanto a isso! Ele tirou toda a sua inspiração da Bíblia e disse uma vez que quando se é jovem deve-se procurar Deus. Porque quando você envelhecer Ele tomará conta de você. Ele buscou Deus quando era jovem e agora Deus está cuidando dele. A mensagem está lá para todo mundo, devagar e sempre: "Eles vão se cansar de ver nossa face, não podem nos tirar da corrida [Dem a go tired fe see we face, dem can't get we out of the race"].
"A revista Time escolheu Exodus como o álbum do século. Eu me sinto muito honrado de ter feito parte daquele álbum. E eu lutei por aquele álbum. Você se lembra, eles mixaram o álbum e "I & I" não gostei da mixagem e todos disseram: "Livre-se dele". E Chris Blackwell me apoiou e Bob me apoiu e nós remixamos o álbum gastando 60.000 libras, o que seria quase 100.
000 dólares. E Bob aproveitou essa chance e o disco se tornou um sucesso na hora, ficado nas paradas inglesas por mais de dois anos. Então me orgulho muito de a) ter falado a verdade sobre o que sentia e b) por isso ter compensado, graças a Deus.Não há dúvida sobre o fato de que Bob Marley é o artista do século 20. Não há nenhuma dúvida quanto a isso! Ele tirou toda a sua inspiração da Bíblia e disse uma vez que quando se é jovem deve-se procurar Deus. Porque quando você envelhecer Ele tomará conta de você. Ele buscou Deus quando era jovem e agora Deus está cuidando dele. A mensagem está lá para todo mundo, devagar e sempre: "Eles vão se cansar de ver nossa face, não podem nos tirar da corrida [Dem a go tired fe see we face, dem can't get we out of the race"].
Thursday, June 19, 2008
"Fique certo de que todos sabem que o pai de Bob era um homem branco e que sua mãe era uma mulher negra da Africa/Jamaica. E que seu propósito e sua vida era "one love", e ele dizia:"Se não conseguir fazer com que as pessoas se unam, negros e brancos, nessa vida, então não quero essa vida". Era isso que Bob dizia. Então deixe que todos saibam que isso não era uma questão de cor. Era uma questão de Deus, somos todos Suas crianças e isso é o que temos que promover-união, não importa a cor ou credo. Fazer com que todos se unam, porque estamos aqui para ajudar uns aos outros e estar a serviço de uns aos outros em nome de Deus, quer você o chame de Jah ou de qualquer outro nome, você não conhece a face de Deus. Deus não tem cor. Deus diz que Seu nome é Amor. Então temos que praticar o amor, o amor incondicional."Junior Marvin, antigo guitarrista solo da Wailers Band, fez estas declarações como parte da maratona Bob Marley da radio WKCR-FM da Universidade de Columbia, EUA
MASSIVE REGGAE
Saturday, May 10, 2008
Depoimento de Linton Kwesi Johnson
" Penso que podemos certamente argumentar sobre Bob Marley como o artista do século porque não posso pensar em nenhum outro artista cujo impacto tenha sido tão amplo e tão profundo. Porque a mensagem de Bob não serve apenas aos países de Terceiro Mundo, onde ele foi o primeiro superstar vindo do terceiro mundo. Não é apenas aqui, é em todo o lugar. Na Europa, nos Estados Unidos, no Japão, em todo o mundo. E não consigo pensar em outro indivíduo que falasse como ele sobre consciência, coisas que têm a ver com a nossa realidade social, como a gente vive e a qualidade da justiça que
obtemos em nossa sociedade, todas essas questões. E além disso tudo, ainda cantar lindas e revigorantes canções de amor. Então ele nos deixou um legado sem paralelo na história da música popular. Sua música não era apenas o reggae, porque ele incorporou muitas outras influências. Era quase jazz e havia também muito de blues acontecendo ali. Ele conseguia fazer uma ponte entre diferentes culturas. Ele era um perfeito exemplo de como a música pode ser um grande nivelador e como a música pode unir as pessoas. "(...)Linton Kwesi Johnson, extraordinário dub poet e ativista social.
Saturday, May 3, 2008
" Se uma dessas canções pudesse viver por mais de cem anos seria, claro, "Redemption Song". É um tremendo hino que fala das experiências históricas de muitas pessoas. Não apenas do povo negro, mas pessoas que tiveram um histórico de opressão, que foram dominados por outros por séculos. "Waiting in Vain" é a minha canção de amor favorita, é a mais revigorante canção de amor que já ouvi. Toda vez que a ouço, ela soa como se tivesse sido gravada ontem mesmo. É tremendo".Linton Kwesi Johnson, extraordinário dub poet e ativista social, continua seu trabalho crucial de sua base em Londres.
MASSIVE REGGAE
Thursday, May 1, 2008

Depoimento de Carlos Santana
"Bob passou de rio a oceano. Quando nós tocamos em Gothenberg, Suécia, tocávamos a música de Bob Marley como um aquecimento musical antes de nossos shows, e o público cantou junto, eles sabiam cada palavra. Quando tocamos em Cancun, no México, on
de o povo descende dos índios das pirâmides, como os incas, maias, eles cantavam as músicas, também conheciam as letras.
Jimi Hendrix e Bob Marley são dois incríveis presentes do século vinte para a ampliação da consciência da humanidade e, o mais importante, nos fizeram conscientes da nossa própria compaixão. Certamente, em todos os livros e vídeos que vi de Bob, existe muita compaixão em seus olhos e é muito contagioso. E raro. Porque então você quer ser daquele jeito, você aspira a ter aqueles maneirismos. É a sua alma chamando por outra alma. Fisicamente temos que lidar com seu corpo em tipo de circuito homem-mulher, mas no coração o que existe é energia pura." (...)
"Bob passou de rio a oceano. Quando nós tocamos em Gothenberg, Suécia, tocávamos a música de Bob Marley como um aquecimento musical antes de nossos shows, e o público cantou junto, eles sabiam cada palavra. Quando tocamos em Cancun, no México, on
de o povo descende dos índios das pirâmides, como os incas, maias, eles cantavam as músicas, também conheciam as letras.Jimi Hendrix e Bob Marley são dois incríveis presentes do século vinte para a ampliação da consciência da humanidade e, o mais importante, nos fizeram conscientes da nossa própria compaixão. Certamente, em todos os livros e vídeos que vi de Bob, existe muita compaixão em seus olhos e é muito contagioso. E raro. Porque então você quer ser daquele jeito, você aspira a ter aqueles maneirismos. É a sua alma chamando por outra alma. Fisicamente temos que lidar com seu corpo em tipo de circuito homem-mulher, mas no coração o que existe é energia pura." (...)
Sunday, April 6, 2008

Depoimento de Carlos Santana (cont.)
"O seu chamado está se espalhando porque, a medida que entramos no novo milênio, suas canções se tornam hinos que as pessoas podem usar para construir um novo mundo. Ele tinha uma visão, como Martin Luther King e John Coltrane, de um mundo sem bandeiras, sem fronteiras, sem dinheiro. Penso que sua música e sua mensagem nos lembram que outro ciclo está chegando onde nós não iremos mais depender de coisas primitivas como patriotismo, dinheiro, cercas, quando começaremos a usar coisas envolventes, como confiança, compaixão e harmonia".
O compositor e guitarrista Carlos Santana, que em 2000 ganhou oito Grammys pelo álbum Supernatural, considera-se como um dos maiores fãs de Bob Marley.
MASSIVE REGGAE
Sunday, March 23, 2008
Depoimento de Gayle McGarrity
"Como uma antrópologa "batalhando na Babilônia", ouço o nome de Bob Marley e vejo sua imagem retratada em paredes, posters, muros de comunidades decadentes na periferia, projetada em camisetas, objeto de pinturas e gravuras, em todo o lugar, de Cartagena, na Colômbia, a Zagreb, na Sérvia (antiga Iugoslávia). Ouço seu nome repetido com reverência da Polônia ao Peru, de Cuba a Israel. Ouvi suas canções sendo tocadas quando caiu o Muro de Berlim, quando Israel assinou o acordo de paz com os palestinos, quando um membro do U2 reuniu facções inimigas na Irlanda (da mesma forma que Bob juntou Manley e Seaga no One Love Peace Concert em meados dos anos 1970)."Saturday, March 15, 2008
Depoimento de Gayle McGarrity (cont...)
O que há em Bob Marley que o fez ser amado por tantos, de países, culturas, raças, religiões e classes sociais tão diferentes? Relembro da primeira vez que o encontrei. Eu estudava em uma escola na Inglaterra e vinha a Jamaica passar o Natal. Um grande amigo, Dickie Jobson, passou por minha casa em Saint Andrew e me falou de uns caras de Trench Town. Tendo crescido em um bairro de classe mé
dia alta como St. Andrew, nunca tinha passado nem perto de Trech Town. Lembro-me de tê-los visto no quintal perto da casa de Bob, conversando com Dickie. Seria apenas sete anos depois que encontraria com ele de novo sob circunstâncias muito diversas-através de sua então namorada, a afro-americana Yvette Morris Anderson-na casa da Hope Road. [...]Tuesday, December 4, 2007
Depoimento Dra. Gayle McGarrity (cont...)
(cont...)
"Tive experiências com as muitas facetas de Bob: o sectário membro dos dogmáticos e intolerantes Doze Tribos de Israel (uma igreja rastafari), que deram a Bob um profundo senso de comunidade espiritual; a sua "alma rebelde" de "rude boy", que gostava de ficar entre os "irmãos", o que incluía homens tão diferentes como Skill Cole, Gille Dread, Rennie, Tek Life, Mikey Dan e Neville Garrick; o pan-africanista e nacionalista negro, que podia ficar horas conversando e argumentando com homens como Joe Steblecki, o então rodesiano que depois inspirou Bob a ir ao memorável Concerto da Independência no Zimbabwe; o sensível e carinhoso conqu
istador, que amou todas as suas mulheres de um jeito polígamo quase africano, e que não era nada do implacável mulherengo retratado por muitos. O Bob que podia amar mulheres tão diferentes como Cindy Breakspeare, Esther Anderson e Rita Marley; o revolucionário, que era atraído pela revolução cubana, mesmo depois de os marxistas cubanos terem inegavelmente ajudado a depor e assassinar o deus/homem que ele chamava de Pai, Haile Selassie I; o intensamente religioso Bob, que ficava `a vontade tanto com os [cristãos] coptas quanto com os "Doze Tribos", mas que tendia a deixar todas aquelas questões teológicas para aqueles que ele erroneamente achava mais articulados do que ele mesmo. "[...]
"Tive experiências com as muitas facetas de Bob: o sectário membro dos dogmáticos e intolerantes Doze Tribos de Israel (uma igreja rastafari), que deram a Bob um profundo senso de comunidade espiritual; a sua "alma rebelde" de "rude boy", que gostava de ficar entre os "irmãos", o que incluía homens tão diferentes como Skill Cole, Gille Dread, Rennie, Tek Life, Mikey Dan e Neville Garrick; o pan-africanista e nacionalista negro, que podia ficar horas conversando e argumentando com homens como Joe Steblecki, o então rodesiano que depois inspirou Bob a ir ao memorável Concerto da Independência no Zimbabwe; o sensível e carinhoso conqu
istador, que amou todas as suas mulheres de um jeito polígamo quase africano, e que não era nada do implacável mulherengo retratado por muitos. O Bob que podia amar mulheres tão diferentes como Cindy Breakspeare, Esther Anderson e Rita Marley; o revolucionário, que era atraído pela revolução cubana, mesmo depois de os marxistas cubanos terem inegavelmente ajudado a depor e assassinar o deus/homem que ele chamava de Pai, Haile Selassie I; o intensamente religioso Bob, que ficava `a vontade tanto com os [cristãos] coptas quanto com os "Doze Tribos", mas que tendia a deixar todas aquelas questões teológicas para aqueles que ele erroneamente achava mais articulados do que ele mesmo. "[...]Saturday, November 24, 2007
Depoimento Dra. Gayle McGarrity (cont...)
"Bob foi muitas coisas para muitas pessoas e seu espírito vive, na resistência dos maoris `a repressão dos europeus neozelandeses, na intensamente mística Austrália dos aborígenes em sua luta pela sobrevivência na moderna nação australiana, nos índios de todo o continente americano, especialmente os do norte, que cantaram a vibração do "Natural Mystic" [a autora se refere `a banda de reggae Native Roots, formada por índios norte-americanos; Nota do Tradutor], nos rastas e nos dreads do caribe oriental, que lutaram contra condições quase fascistas em Dominica e Granada nos anos 1970, nos Miskitu e Creole da Nicaragua, de ascendência negra, na sua luta pela autonomia política e econômica, nos poloneses e outros jovens da Europa Oriental, que lutaram contra a hegemonia soviética nos velhos tempos da Guerra Fria, nos caboverdianos que conseguiram escapar do colonialismo português [e eu acrescentaria, nos movimentos anti-globalização que sacodem o planeta desde 1999 em Seattle, nos sem-terra, nos guetos e favelas do Brasil, nos cocaleros da Bolívia e outros movimentos populares representados no Fórum Social Mundial;N.T.]."Saturday, November 17, 2007
Depoimento Dra. Gayle McGarrity (cont...)
"Uma chave crucial para o entendimento do destaque inescapável de Marley como um ícone cultural internacional é o reconhecimento de como, através da história, indivíduos "marginais" como ele, isto é, aqueles nascidos de pais separados por diferenças significantes de raça e classe, muitas vezes se acharam catapultados para a linha de frente dos movimentos de seus povos por uma transformação radical e revolucionária. Homens como Augusto Cesar Sandino e Carlos Fonseca Amador na Nicarágua, Toussaint L'Ouverture no Haiti, Frederick Douglass e Booker T. Washington nos Estados Unidos. É precisamente por isso que eles estranhamente encarnaram as lutas dialéticas e as contradições dos contextos sociais colonizados de onde emergiram. Lidando com as fronteiras entre extratos econômicos e sociais disparatados, estes homens desenvolveram uma visão intuitiva da realidade social-indo além das percepções daqueles constrangidos pelos estreitos confinamentos de limitados meios sociais ou subculturas."Sunday, November 11, 2007
Depoimento Dra. Gayle McGarrity
"O espírito de Bob me mantém ativa quando sinto que a Babilônia está me esmagando, quando minha alma se cansa da luta. O seu sorriso majestoso, sua necessidade quase infantil de amor e aceitação, passam como um flash por minha consciência de tempos em tempos. Bob Marley é sem dúvida o perfeito músico e compositor. Suas palavras tocam e transformam as vidas daqueles que não falam uma palavra de inglês. Bob Marley vive, como o Artista do Século!"A Dra. Gayle McGarrity é uma acadêmica jamaicana, hoje professora em Boston, nos Estados Unidos.
MASSIVE REGGAE
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